Protocolo é protocolo. Não existe calendário vacinal "flexível" para quem leva a saúde do seu salsicha a sério. Vou te passar o esquema correto, atualizado conforme as diretrizes da WSAVA (World Small Animal Veterinary Association) e adaptado à realidade epidemiológica brasileira.
Filhotes (6 a 16 semanas): início com V10 ou V8 (Polivalente) às 6-8 semanas. Reforço a cada 3-4 semanas até completar a série primária aos 16 semanas. Nunca pule reforços — o intervalo é determinado pelo tempo de meia-vida dos anticorpos maternos que interferem na resposta vacinal. Antirábica: primeira dose a partir das 12 semanas, obrigatória por lei.
Adultos (após 1 ano): reforço anual da Polivalente no primeiro ano. A partir do segundo reforço, a WSAVA aceita protocolo trienal para as valências centrais (Parvovirose, Cinomose, Hepatite) em animais com título sorológico confirmado. Na prática brasileira, a maioria dos veterinários mantém o anual dado o custo da sorologia e a exposição real dos animais. Antirábica: anual, sem exceção.
Vacinas não-obrigatórias mas recomendadas: Leptospirose (especialmente para animais com acesso a área externa, lama ou água parada — o Dachshund farejador é candidato perfeito); Gripe canina (Bordetella + Parainfluenza) para cães que frequentam pet shops, hotéis ou exposições; Leishmaniose (disponível no Brasil como Leish-Tec e Leishmania) para áreas endêmicas.
Vermifugação antes da vacinação: obrigatório. Um animal parasitado não monta resposta imune adequada. Ivermectina tem relação controversa com o Dachshund devido à possível mutação MDR1 — discuta com seu veterinário antes de usar. Milbemicina e fenbendazol são alternativas mais seguras como rotina.
Atestado vacinal em dia não é só exigência de hotel pet. É a documentação de que você levou a imunidade do seu animal a sério. Arquive os atestados, fotografe-os, anote no app. No dia que precisar — e um dia vai precisar — você vai agradecer.
