Na fase plena, o maior risco pro corpo do salsicha não é excesso de exercício — é a falta dele chegando de mansinho. A rotina acomoda, o passeio encurta, o petisco extra vira hábito, e cada quilinho a mais é carga direta sobre uma coluna que já trabalha em modo ponte suspensa. Manter o peso em dia é, sozinha, uma das maiores gentilezas que a gente pode fazer por um Dachshund.
O plano de manutenção é simples e inegociável: duas caminhadas por dia, de vinte a trinta minutos, em ritmo confortável mas de verdade — passeio de trotear, não só de cheirar poste (o sniffari tem hora dele, essa é a hora do corpo). Chuva ou semana corrida não zeram o dia: dez minutos de brincadeira ativa no corredor ou quintal seguram a barra numa emergência. O que não pode é a exceção virar o padrão.
De olho no peso, use o teste prático em casa: passando as mãos pelas laterais dele, você deve sentir as costelas sob uma camada fina, sem precisar apertar, e ver uma cintura discreta olhando de cima. Se as costelas sumiram no acolchoado, vale ajustar a rotina e conversar sobre alimentação na próxima consulta com o veterinário. Balança e movimento diário: é o feijão com arroz que mantém o salsicha pleno se movendo como um jovem.