As vacinas são a primeira grande missão de quem chega com um filhote em casa — e a mais importante. Nos primeiros meses, o salsicha está vulnerável a doenças graves e evitáveis, como cinomose e parvovirose. A boa notícia: o caminho é bem conhecido, e entender a lógica dele tira a ansiedade do processo.
Por que são várias doses: o filhote nasce com anticorpos da mãe, que o protegem no início mas também interferem na resposta às vacinas — e ninguém sabe o dia exato em que essa proteção materna cai. Por isso a série tem reforços: em geral começa entre 6 e 8 semanas de vida e segue em intervalos de algumas semanas até por volta das 16 semanas. O esquema exato — quantas doses, quais intervalos, qual vacina — quem define é o veterinário, conforme o produto usado e a realidade da sua região.
As essenciais: a polivalente (você vai ouvir V8 ou V10) protege contra um conjunto de doenças que inclui cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa e leptospirose. A antirrábica entra geralmente a partir dos 3 a 4 meses e é exigida por lei em boa parte dos municípios brasileiros.
As opcionais, conforme região e estilo de vida: vacina contra gripe canina (tosse dos canis — vale se o cão vai conviver com muitos cães, em creche ou hotel), giárdia e, em regiões endêmicas, a vacina contra leishmaniose. São conversas pra ter com o vet, não itens automáticos.
A regra de ouro do passeio: chão de rua, parque e contato com cães desconhecidos só depois da série completa, mais o prazo que o veterinário indicar. Mas atenção pra não trancar o filhote por completo: a janela de socialização fecha cedo, então socialize de forma segura nesse meio-tempo — no colo pela rua, em casa com cães adultos sabidamente vacinados, com sons e pessoas diferentes.
Depois da vacina, é comum o filhote ficar um pouco quieto, com leve dor no local, por um dia ou dois. O que NÃO é esperado: inchaço no focinho, vômito, diarreia, apatia forte ou dificuldade respiratória nas horas seguintes — isso é motivo de contato imediato com o vet.
Guarde a caderneta de vacinação como documento (é exigida em hotel, creche, viagem) e tire uma foto dela no celular. E lembre: a proteção não termina no filhote — os reforços de adulto têm o próprio calendário.
Quando ir ao vet: pra montar o calendário assim que o filhote chegar; imediatamente se houver reação além de moleza leve após uma dose; e se o esquema atrasou, não recomece por conta — o vet recompõe a série do ponto certo.
Isto é informação geral — quem avalia e decide é o veterinário do seu cão. Na dúvida, consulte sempre.