Se você notou seu salsicha sênior dormindo mais horas por dia, está tudo dentro do esperado: o sono mais longo faz parte da idade. A pergunta que importa não é quanto ele dorme, é como — e a resposta começa na cama e no endereço dela.
Na cama, o corpo comprido pede sustentação: colchão firme e espesso o suficiente pra ele não afundar até o chão nos pontos de apoio (colchões de espuma mais densa distribuem melhor o peso das articulações), tamanho que permita esticar o corpo inteiro sem sobrar parte pra fora, e entrada rente ao chão — sem borda alta pra escalar toda vez que deita e levanta. Capa lavável é praticidade sua; forro macio por cima da base firme é o conforto dele.
No endereço, três critérios: longe de corrente de ar e de porta que bate (frio e sobressalto pesam mais no corpo sênior), num canto tranquilo mas de onde ele ainda enxerga a família — sênior gosta de descansar perto do movimento, não no meio dele —, e sempre no mesmo lugar: nessa fase, saber exatamente onde é o seu porto seguro vale tanto quanto o porto em si. Se a casa tem inverno frio, uma manta extra e distância do piso gelado completam o pacote. Observe onde ele escolhe cochilar ao longo do dia: cachorro vota com o corpo, e às vezes a melhor reforma é levar a cama boa pro lugar que ele já elegeu.