"Faforada na praia com a familia"
Ah, a praia. Esse conceito humano curioso onde vocês deliberadamente caminham até um forno de areia para fingir relaxamento. Eu, Aurora — rainha legítima deste território (e de todos os outros, por decreto pessoal) — fui arrastada para mais uma “faforada em família”.
Primeiro ponto: vento. VENTO. Quem foi o gênio que decidiu que areia voando na cara é terapêutico? Minha pelagem impecável virou um croquete empanado. E você, humano, ainda teve a audácia de dizer “ai, que fofinha toda sujinha”. Fofinha é o seu senso crítico.
E então… o vizinho. Sempre tem um. Um espécime humano que leva uma caixa de som maior que o próprio bom senso. Música alta, risadas estranhas e um churrasquinho suspeito. Ele olhou pra mim e disse: “olha a salsichinha!”. Meu caro, salsicha é o seu repertório musical.
Sem falar nos objetos estranhos: cadeiras que afundam, guarda-sóis que tentam fugir com o vento e uma tal de “farofa” que, aparentemente, é areia gourmet com tempero emocional. E por que vocês insistem em dividir comida comigo, mas nunca a parte boa? Eu vi o frango. EU VI.
E você, aí lendo, provavelmente pensando “ah, mas ela deve ter gostado do passeio”… Gostado? Eu sobrevivi. Existe diferença.
No fim, voltamos pra casa, você feliz, eu exausta e com dignidade comprometida. Mas tudo bem. Afinal, alguém precisa acompanhar vocês humanos nessas decisões questionáveis.
E como toda boa rainha, eu permito esses eventos… apenas para ter do que reclamar depois.
Papo da Aurora:
"Se o humano leu até aqui, ele merece um lambeijo."
Por Aurora